terça-feira, 15 de maio de 2012

Compensa fazer previdência privada?

A previdência privada oferecida por vários bancos é uma poupança alternativa, que complementa a aposentadoria recebida pelo INSS.



economias financeirasInfelizmente, a previdência promovida pelo Instituto Nacional do Seguro Social INSS ainda apresenta um quadro bastante falho no Brasil Depois de 30 anos de contribuição para a mulher e 35 anos para o homem, uma aposentadoria, com certeza, não irá permitir o mesmo padrão de vida em que se tinha antes de se obter este benefício. O valor a ser recebido nunca será o mesmo e, pelo contrário, significativamente inferior ao que recebia. Seria, nesse caso, interessante, ter contribuído com a previdência privada?

O que é uma previdência privada?

Pote de dinheiros
É uma maneira de aplicação mensal de um determinado valor, em que o seu retorno deverá sempre ser em longo prazo. Após esse período de aplicação, existe a opção de escolha do recebimento por mês, como se fosse a complementação da aposentadoria – que pode, ou não, ser vitalícia, conforme o plano escolhido, bem como, a retirada de todo o valor de uma só vez.
A previdência privada nunca deve ser uma aplicação de curto prazo, esperando o retorno desse investimento para, por exemplo, comprar um novo carro. Nesta situação, existem outros tipos de aplicações, que são consideradas mais eficientes. Numa previdência privada, a preocupação é a de guardar o dinheiro pensando no futuro.


Previdência privada é confiável?

Homem fazendo sinal de positivo
Pelo “andar da carruagem” sim, a previdência privada é confiável. Além de tudo, é uma alternativa de poupança para o futuro, considerada segura, pois é administrada por instituiçõesfinanceiras sólidas. E não se deve tê-la apenas como poupança, mas também, como uma necessidade.
Porém, as pessoas mais velhas ainda são receosas quanto as aplicações neste  tipo de poupança, pois, num passado não muito distante, esses fundos, por vários motivos, não eram confiáveis. Hoje, entretanto, isso não acontece mais, devido, ao contrário de outros tempos, a economia ser estável e as entidades responsáveis que são consideradas de confiança. Cabe então, a cada um a escolha da empresa que lhe inspire maior credibilidade.


Considerações sobre a previdência privada?

Claro que será necessário um planejamento de aplicação e, quando se fala nisto, diz-se respeito à atitude a ser tomada por um longo tempo e que não deverá, na medida do possível, ser descontinuada. Uma aplicação mensal razoável seria entre 5% e 15% do valor do salário.
Mas existem outras formas de se guardar dinheiro também, como a compra de uma casa para aluguel, por exemplo. Contribui-se com o INSS e a casa passa a ser uma reserva de poupança para o futuro. Quando da aposentadoria, a pessoa recebe do INSS, conta ainda com a casa e recebe também da poupança privada.
Embora não seja tudo o que se sonha para o futuro, a contribuição junto ao INSS não deve deixar de ser paga, pois, além de tudo, trata-se de um “seguro” também para o caso de algum impedimento no trabalho, como, por exemplo, numa doença ou para a família, em caso de morte.
A previdência privada é, então, a possibilidade que se tem de manter o mesmo padrão de vida depois que se aposenta pelo INSS. Escolher a instituição e pontualidade no pagamento são elementos indispensáveis para um bom resultado no final.
  Abraão Michelon
Empresário, Bacharel em Teologia, Casado com Michelle Oliveira de Sousa e pai de Isaac e Sarah. 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Economia informal no Brasil

A economia informal acontece no Brasil mais do que nos países desenvolvidos, e existem alguns motivos para que tal prática exista.


Pessoas na rua 25 de março
Economia informal  é o nome dado a toda a geração e administração de renda que acontece sem registro no Ministério do Trabalho. Desde camelôs, até manicures, professores e redatores, grande parte dos trabalhadores destas áreas estão na área da economia conhecida como informal.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil eram mais de 10 milhões de empresas informais urbanas no ano de 2003, e movimentavam mais de 17 bilhões de reais. O número corresponde a mais da metade de todas as microempresas do Brasil. Para o IBGE, uma empresa informal é aquela que não tem as contas separadas claramente das contas da família, mesmo que esta tenha o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica). Os autônomos, por exemplo, fazem parte desta categoria profissional. Quem trabalha com carteira assinada para uma empresa formal, mesmo que esta empresa possua vínculo com a informalidade, não está incluído na estatística levantada pelo instituto.

Por que acontece?

Livro do SEBRAE sobre economia informal urbana
A economia informal é uma das praticas mais comuns nos países emergentes e subdesenvolvidos. Um dos principais motivos para o desenvolvimento das práticas informais é o desemprego estrutural (empresas formais ficando menores) e a alta cobrança de impostos e burocracia na hora de atuar legalmente no mercado. Não pagando impostos, é possível oferecer um produto ou serviço a preços inferiores aos do mercado. Para a contratação, isto também funciona, sem a necessidade do pagamento de encargos, é possível fazer propostas mais atraentes a funcionários. Não é raro encontrar pessoas que prefiram trabalhar na informalidade por conta do maior ganho recebido por hora trabalhada.

Consequências

Este tipo de economia está diretamente ligado com o Produto Interno Bruto do país, pois muitas mercadorias são vendidas e obtidas sem o pagamento dos impostos. Para se ter uma ideia, se tudo no Brasil fosse formalizado, nosso PIB seria 30% maior do que é hoje. Vale também ressaltar que o Brasil é um grande receptor de produtos falsificados vindos de países como o Paraguai e a China. Obviamente, esta importação acontece de maneira informal e traz implicações diretas ao nosso mercado interno.

A polêmica

Santa IfigêniaExiste um combate à economia informal por parte das autoridades governamentais, mas esta luta acontece de maneira errada. Aliás, a forma com que o governo lida com a movimentação financeira interna do país contribui ainda mais para que haja a informalidade. A burocracia e principalmente a altíssima política tributária fazem com que a atividade informal seja a única alternativa de obtenção de renda para boa parte da população. Quem defende a informalidade diz que tal prática ainda fortalece o PIB do país, pelo fato de que os trabalhadores informais geralmente compram produtos produzidos e vendidos dentro da formalidade.
A alta polêmica criada em torno da informalidade na economia brasileira só pode ser resolvida com atitudes efetivas dos governantes, principalmente no que diz respeito a impostos e a fiscalização de tais atividades.
Fonte: zun
  Abraão Michelon
Empresário, Bacharel em Teologia, Casado com Michelle Oliveira de Sousa e pai de Isaac e Sarah. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mudança na poupança ajuda na queda dos juros


A presidente Dilma Rousseff afirmou que a mudança no rendimento da poupança anunciada na última semana permite a continuação da queda de juros no país e voltou a cobrar dos bancos privados que acompanhem o processo de baixa da taxa Selic e repassem a redução aos consumidores.   
"Fizemos uma mudança simples, justa e correta, capaz, ao mesmo tempo, de proteger o pequeno poupador e de permitir que as taxas de juros continuem caindo", disse Dilma nesta segunda-feira, no programa de rádio semanal "Café com a Presidenta". 
O governo anunciou na última quinta-feira medida provisória que altera o rendimento das cadernetas de poupança, abrindo a possibilidade para o Banco Central continuar com a queda de juros no país. A remuneração da poupança passará a ser de 70% da Selic mais Taxa Referencial (TR) toda vez que a taxa básica de juros ficar igual ou abaixo de 8,5%.
Quando a Selic estiver acima desse patamar, os ganhos da poupança permanecem em 0,50 por cento ao mês mais a variação da Taxa Referencial (TR). O governo decidiu ainda que as novas regras valerão apenas para os depósitos feitos após a publicação da MP, que aconteceu na sexta-feira passada.  
"Não podemos aceitar que agora, quando estamos baixando os juros, ela (poupança) se torne uma forma de lucro fácil para aqueles que só querem especular", disse a presidente. 
Com os juros básicos do país em queda -já somou 3,50 pontos percentuais desde agosto passado, levando a Selic para o atual patamar de 9% ao ano-, a poupança passaria a mostrar redimentos melhores se comparados com alguns de renda fixa, por exemplo, o que poderia desencadear uma corrida de grandes investidores para a caderneta.  
A poupança, além de ser isenta de Imposto de Renda, ainda prevê que boa parte de seus recursos seja destinada a financiamento imobiliário e, caso houvesse uma forte migração de recursos, poderia haver distorções no mercado. 
Dilma também voltou a cobrar que os bancos repassem a diminuição dos juros para a população, reforçando seu discurso tendo como alvo os altos juros bancários. 
"A queda da taxa de juros para o consumidor é um caminho sem volta, sabe por quê? Porque o Brasil tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos do mundo, e pode perfeitamente fazer a sua parte e ajudar o país diminuindo os juros que cobram dos trabalhadores e dos empresários", afirmou. 

  Abraão Michelon
Empresário, Bacharel em Teologia, Casado com Michelle Oliveira de Sousa e pai de Isaac e Sarah. 


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Como curar o sistema público de saúde?


Como curar o sistema público de saúde?

As famílias brasileiras financiam a maior parte das despesas de saúde no país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Do total gasto em 2007, cerca de 128 bilhões de reais (57,4%) vieram dos bolsos dos cidadãos, ante 93 bilhões de reais (41,6%) provenientes do setor público.
O problema é que tanto o serviço público quanto o privado desafiam a saúde e o folêgo dos brasileiros. O maior estorvo, é claro, está no atendimento oferecido pelo governo. De acordo com levantamento realizado junto a secretarias de saúde de sete capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte e Curitiba), ao menos 171.600 pessoas estão na fila para fazer uma cirurgia eletiva - procedimento agendado, que não possui característica de urgência. A demora para a realização de um procedimento ortopédico, por exemplo, pode levar até cinco anos.
A qualidade do serviço também é influenciada pela insatisfação dos médicos que trabalham para o Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Instituto Brasileiro para Estudo e Desenvolvimento do Setor de Saúde, em média, a remuneração dos profissionais da área pública é metade da paga pela privada. Em alguns casos, a diferença é exorbitante: uma equipe de seis profissionais recebe 940 reais do SUS por cirurgia, enquanto receberia até 13.500 reais dos planos de saúde.
Planos de saúde terão novos procedimentos obrigatóriosDiante do caótico quadro da saúde pública, os brasileiros se esforçam para manter planos privados. Atualmente, 26,3% da população - ou 49,1 milhões de pessoas - compromete parte da renda para ficar longe dos hospitais públicos. O desafio é manter as contas em dias à medida que envelhecem. Aos 60 anos, um assegurado pode ter que desembolsar mais de 700 reais para manter um plano básico, suficiente apenas para ocupar um leito de enfermaria ao lado de  outros pacientes, em caso de internação.
E as perspectivas não são boas. De acordo com estimativa realizada pelo Idec e pelo Procon, se mantidas as atuais condições de reajustes, nos próximos 30 anos, os planos de saúde deverão sofrer reajustes 126,67% acima da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em outras palavras, esse serviço se tornará proibitivo para boa parcela da população que hoje o possui.
Por meio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o governo já tentou regular os preços dos planos, colhendo alguns fracassos. E nada indica que futuras intervenções obteriam resultado diferente. E isso tem uma razão simples: as operadoras de saúde são empresas que realizam investimentos em tecnologia, estrutura e pessoal, contraem despesas e precisam honrar suas contas a cada final de mês. Elas estabelecem um valor a seus serviços levando em conta o custo deles e os preços de mercado. Portanto, pretender decretar o quanto essas companhias deveriam cobrar é uma medida que desafia razões elementares de mercado - em, outras palavras, briga com a realidade.
Frente a esse quadro, cresce ainda mais a importância da discussão acerca do sistema público de saúde - alimentado com o dinheiro que sai do bolso do contribuinte. Mas que, em geral, não trata bem esse cidadão.
  Abraão Michelon
Empresário, Bacharel em Teologia, Casado com Michelle Oliveira de Sousa e pai de Isaac e Sarah. 

Visita a caverna de VALINHOS/SP - REPORTAGEM REDE RECORD